Sobre o Programa



Breve histórico:

O Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Materiais (PGCM/UFMS) teve suas atividades iniciadas em janeiro de 2016, respondendo, com visão estratégica, à crescente demanda por ciência, tecnologia e inovação em Mato Grosso do Sul e na região Centro-Oeste. Como o primeiro Programa de Pós-Graduação da Área Multidisciplinar/Materiais no estado do Mato Grosso do Sul, seu mestrado acadêmico estabeleceu, desde o início, um novo patamar para a pesquisa em ciências dos materiais na região, pavimentando o caminho para um crescimento robusto e para uma atuação interdisciplinar.

Um marco decisivo ocorreu quando o Programa passou pelo primeiro realinhamento estratégico. A estrutura original foi expandida, passando de três a quatro linhas de pesquisa dinâmicas e alinhadas às demandas contemporâneas: Materiais Aplicados à Saúde; Materiais e Métodos para Remediação e Controle Ambiental; Materiais, Sensores e Energia; e Teoria, Instrumentação e Simulação Computacional em Materiais. Essa reestruturação não apenas refletiu a maturidade e a diversificação da produção intelectual do nosso corpo docente, mas também ampliou nossa capacidade de atração de discentes e parcerias, consolidando a interdisciplinaridade voltada para a aplicação usando a Física e Química dos Materiais.

Este processo de amadurecimento foi coroado ainda em 2018, quando, após rigorosa avaliação in loco pela CAPES, o PGCM obteve o conceito 4 e a aprovação para a implantação do Doutorado Acadêmico em 2019. Este feito histórico consolidou o Programa como um polo de excelência e referência regional, com uma trajetória sustentada por um corpo docente altamente qualificado, majoritariamente composto por bolsistas de produtividade do CNPq.

Percebeu-se que a criação do PGCM na UFMS (Campus de Campo Grande) atendeu a uma região geográfica que ultrapassa os limites do município, atraindo pesquisadores de várias cidades do estado, como Dourados, Nova Andradina, Ponta Porã, Corumbá e Três Lagoas. Além das fronteiras do MS, atraímos estudantes de outros estados, como São Paulo, do Maranhão, entre outros. Este interesse decorre da atuação interdisciplinar e de grande importância tecnológica abordada no PGCM, tais como energias renováveis, nanotecnologia, biomateriais, biotecnologia, novos processos de síntese e de fabricação de materiais, meio ambiente e inovação tecnológica em geral.

Ao longo dos anos, o PGCM tem construído uma identidade plural e global. Em um movimento contínuo de internacionalização ativa, temos atraído talentos de países como o Paquistão, a Índia, o Iêmen e a Alemanha, por meio de parcerias consolidadas. Essa troca de conhecimento é uma via de mão dupla: mesmo com um doutorado recente, já promovemos a mobilidade de nossos discentes brasileiros para estágios sanduíche em instituições de prestígio, como na Itália, fortalecendo nossas redes de colaboração globais.

O PGCM conta com o apoio de toda a infraestrutura dos laboratórios do Instituto de Física (INFI), Instituto de Química (INQUI) e de outros centros, aos quais os professores permanecem ligados, possibilitando grandes alternativas de trabalhos científicos e tecnológicos. A interação de seus professores tem resultado na aprovação de vários projetos de grande porte, ampliando a infraestrutura básica, com equipamentos modernos, permitindo a elaboração de pesquisas avançadas na área de Materiais.

Os resultados dessa trajetória de dedicação e qualidade se materializam em números: até o final de 2024, o PGCM formou 58 mestres e 11 doutores, profissionais que hoje impactam positivamente a academia e o setor produtivo.

Para garantir que este crescimento seja sempre orientado pela qualidade e pela melhoria contínua, o PGCM está integrado à política de avaliação e acompanhamento da UFMS, que se estrutura em: Comissão Própria de Avaliação (CPA), Comissão Setorial de Avaliação (CSA) e Comissão de Autoavaliação do Programa (CAA). Nosso processo de autoavaliação é conduzido pela CAA, assegurando a participação, a transparência e um olhar crítico sobre nosso desempenho, trabalho que está intrinsecamente vinculado ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFMS e ao Planejamento Estratégico (PE) do PGCM, documento que foi elaborado e será monitorado pela CAA, comissão composta por dois docentes permanentes do programa; um docente externo da unidade; um representante discente (mestrado e/ou doutorado); um representante técnico-administrativo da unidade; e eventuais representantes externos (egressos ou parceiros institucionais) poderão integrar a comissão quando pertinente. Esse processo garante que a evolução do PGCM seja acompanhada de forma sistemática, assegurando a coerência entre as metas institucionais e os objetivos específicos do Programa.

Dessa forma, a narrativa evolutiva do PGCM, desde sua abertura, passando pelo estratégico realinhamento e pela consolidação como programa de mestrado e doutorado, não apenas reflete um passado de conquistas, mas também fundamenta e direciona com solidez as ambições futuras contidas neste planejamento, que passa por um novo realinhamento e modernização.

 

MISSÃO

Formar profissionais qualificados em Ciência dos Materiais, capazes de atuar com excelência na docência, pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico, contribuindo para o avanço científico, o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento da base produtiva e tecnológica de Mato Grosso do Sul e da região Centro-Oeste, com reconhecimento e inserção nacional e internacional.

 

VISÃO

Ser um Programa de excelência em Ciência dos Materiais, reconhecido nacional e internacionalmente pela qualidade da formação de seus egressos, pelo caráter inovador de sua produção científica e tecnológica e pelo impacto transformador na sociedade e no setor produtivo.

 

OBJETIVOS

O PGCM contribui de forma estratégica para mitigar desafios relacionados à formação de mão de obra qualificada, ao desenvolvimento científico e tecnológico sustentável, à inovação no setor produtivo e à inserção social e profissional de seus egressos. O Programa dialoga diretamente com os ODS da ONU, especialmente:

  • ODS 4 (Educação de Qualidade), pela formação de docentes e pesquisadores de excelência;
  • ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), pela capacitação de profissionais para o setor produtivo;
  • ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), pela promoção da pesquisa aplicada e de impacto tecnológico;
  • ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis), por meio de pesquisas que visam sustentabilidade em processos e materiais;
  • ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação), pelo estímulo à colaboração interinstitucional e internacional.